top of page

Victoza (Liraglutida): Status no Brasil, Receita e o que Fazer se Você Ainda Usa

há 9 horas
6 min de leitura

Revisão médica: Dra. Fernanda Bresciani — CRM-SC 27498 Conformidade regulatória: Lei de Telessaúde nº 14.510/2022 · Resolução CFM nº 2.314/2022 · RDC Anvisa nº 471/2021, alterada pela RDC nº 973/2025 · Instrução Normativa nº 360/2025 (agonistas GLP-1)

Última atualização: 12 de Setembro de 2026


Aviso importante: este conteúdo tem finalidade exclusivamente informativa e educativa. Ele não substitui uma consulta médica, não recomenda o uso do medicamento para nenhuma pessoa específica e não deve ser usado como base para iniciar, ajustar, substituir ou interromper um tratamento. A Receita em Dia não vende, comercializa, armazena ou entrega Victoza® ou qualquer outro medicamento — o serviço é de atendimento médico e, quando clinicamente indicado, emissão de prescrição.

Victoza ainda é comercializado no Brasil?

O Victoza® (liraglutida), da Novo Nordisk, está em processo de descontinuação. A fabricante informou oficialmente, em comunicado às autoridades sanitárias, que o encerramento definitivo da produção e comercialização estava previsto para o último trimestre de 2025 — uma decisão global, que inclui o Brasil. Esse prazo já passou, então é esperado que o produto esteja cada vez mais difícil de encontrar em farmácias, até deixar de estar disponível por completo.





Se você ainda utiliza Victoza® e tem estoque do medicamento, ou está em busca de uma nova caixa, o passo mais importante é conversar com o seu médico sobre a continuidade do tratamento — seja para uma eventual transição para outro medicamento, seja para reavaliar a abordagem terapêutica do diabetes como um todo. Essa decisão é sempre individualizada e não deve ser feita por conta própria.


Vale destacar que, desde 23 de junho de 2025, os medicamentos agonistas do receptor de GLP-1 — incluindo a liraglutida — estão sujeitos à retenção de receita nas farmácias e drogarias, com validade de até 90 dias. Essa regra vale para qualquer produto dessa classe, independentemente do processo de descontinuação do Victoza® especificamente.


Fontes: comunicado oficial da Novo Nordisk Brasil; Anvisa — retenção de receita para agonistas GLP-1


Receita em Dia - Victoza

Existe alternativa nacional à base de liraglutida?

Sim. Com a expiração da patente da liraglutida no Brasil, a Anvisa autorizou o laboratório EMS a produzir e comercializar dois medicamentos com o mesmo princípio ativo, fabricados no país:

  • Lirux® — liraglutida para diabetes tipo 2 (mesma indicação do Victoza®).

  • Olire® — liraglutida em dose mais alta, para controle de peso (mesma indicação do Saxenda®).


Isso não significa que a troca de Victoza® para Lirux® seja automática. Mesmo sendo o mesmo princípio ativo, qualquer transição terapêutica — troca de marca, de dose ou de classe de medicamento — deve ser avaliada e conduzida por um médico, considerando o histórico e a resposta individual de cada pessoa.


O que é o Victoza®?

Victoza® é o nome comercial de um medicamento cujo princípio ativo é a liraglutida, um agonista do receptor de GLP-1 de aplicação subcutânea diária. Sua indicação aprovada pela Anvisa é para melhorar o controle glicêmico em adultos e adolescentes a partir de 10 anos com diabetes mellitus tipo 2, além de reduzir o risco cardiovascular em pacientes com diabetes tipo 2 e doença cardiovascular estabelecida.


O Victoza® não é indicado para emagrecimento. Essa é a indicação do Saxenda® (liraglutida em dose mais alta, 3 mg) — os dois medicamentos contêm o mesmo princípio ativo, mas têm doses e indicações aprovadas diferentes, e não devem ser confundidos.


Fonte: Anvisa — Bulário Eletrônico


Como funciona a receita de Victoza (ou de liraglutida em geral)

Desde 23 de junho de 2025, com a RDC Anvisa nº 973/2025 e a Instrução Normativa nº 360/2025, a receita de medicamentos agonistas do receptor de GLP-1 — incluindo qualquer produto à base de liraglutida — deve ser emitida em duas vias, com retenção de uma delas pela farmácia no ato da dispensação, e tem validade de até 90 dias a partir da emissão.


Se você já usa liraglutida e precisa de orientação sobre a continuidade do tratamento — seja para uma transição de medicamento por conta da descontinuação do Victoza®, seja para uma renovação de receita de um produto ainda disponível — é possível passar por uma avaliação médica por telemedicina na Receita em Dia. A decisão sobre qual conduta seguir é sempre do médico, com base no seu histórico.





Segurança: o que é importante saber


Risco de pancreatite

Em fevereiro de 2026, a Anvisa emitiu um alerta de farmacovigilância (Alerta 02/2026) reforçando os riscos do uso indevido de medicamentos agonistas do receptor GLP-1 — grupo que inclui a liraglutida, além de semaglutida, tirzepatida e dulaglutida — fora das indicações aprovadas em bula. O alerta destaca o risco de pancreatite aguda, incluindo formas necrotizantes e, em casos raros, fatais, com notificações crescentes tanto no Brasil quanto internacionalmente.


Dor abdominal intensa e persistente, que pode se irradiar para as costas e vir acompanhada de náusea e vômito, é um sinal de alerta que exige atendimento médico imediato. Se houver suspeita de pancreatite, o tratamento deve ser interrompido, e não deve ser reiniciado caso o diagnóstico seja confirmado.


Risco em cirurgias, anestesia ou sedação profunda

A Anvisa também alerta, desde 2024, que o uso de agonistas do receptor GLP-1 — incluindo a liraglutida — associado à anestesia ou sedação profunda pode aumentar o risco de aspiração e de pneumonia por aspiração, devido ao efeito desses medicamentos de retardar o esvaziamento gástrico. Se você vai passar por qualquer procedimento com anestesia ou sedação, informe a equipe médica que usa ou usou recentemente um agonista de GLP-1.


Outros efeitos e cuidados

Sintomas gastrointestinais (náusea, vômito, diarreia) e risco de desidratação em quadros mais intensos também são descritos na bula, além de contraindicação em pessoas com histórico pessoal ou familiar de carcinoma medular de tireoide ou Síndrome de Neoplasia Endócrina Múltipla tipo 2 (NEM 2). Este resumo não substitui a leitura da bula nem o acompanhamento médico — se você apresentar qualquer sintoma preocupante, procure avaliação médica.


Perguntas frequentes sobre Victoza

Victoza foi retirado do mercado brasileiro?

Está em processo de descontinuação, anunciado pela fabricante para o último trimestre de 2025. O produto pode ainda ser encontrado em farmácias com estoque remanescente, mas a tendência é de indisponibilidade crescente.


Por que o Victoza está sendo descontinuado?

A Novo Nordisk anunciou essa descontinuação como uma decisão comercial global, que afeta todos os países onde a empresa opera, incluindo o Brasil — não foi motivada por um problema de segurança específico do produto.


Se eu uso Victoza, posso simplesmente trocar para Lirux ou outro medicamento por conta própria?

Não é recomendado. Mesmo compartilhando o mesmo princípio ativo, qualquer substituição de medicamento deve ser avaliada por um médico.


Victoza serve para emagrecer?

Não é a indicação aprovada — é indicado para diabetes tipo 2. Para controle de peso, a indicação é do Saxenda® (ou do Olire®, sua versão nacional).


Posso ficar sem o medicamento enquanto decido o que fazer?

Não interrompa o tratamento do diabetes sem orientação médica — converse com seu médico o quanto antes para planejar a transição, se necessário.


Em resumo

  • O Victoza® está em processo de descontinuação no Brasil desde 2025 — não escreva nem trate o produto como disponível normalmente sem essa ressalva.

  • Existem alternativas nacionais à base de liraglutida (Lirux® para diabetes, Olire® para peso), mas a transição deve ser sempre avaliada por um médico, nunca automática.

  • Toda receita de liraglutida (independente da marca) segue a regra de retenção da RDC 973/2025: duas vias, validade de até 90 dias.

  • A Anvisa reforçou, em 2026, o risco de pancreatite associada ao uso indevido de agonistas GLP-1, e mantém alerta desde 2024 sobre risco de aspiração em anestesia/sedação.

  • A Receita em Dia presta atendimento médico e emissão de prescrição quando indicado; não vende nem entrega medicamentos.


Conteúdo relacionado






Validade legal da prescrição

Todas as receitas emitidas pela nossa plataforma seguem a legislação brasileira aplicável à telemedicina e às prescrições eletrônicas. As receitas digitais (quando permitidas para o tipo de medicamento) são emitidas com assinatura eletrônica qualificada no padrão ICP-Brasil e QR Code de verificação, garantindo validade jurídica em todo o território nacional, conforme a legislação vigente. Nos casos em que a legislação exige receituário físico, o documento é enviado ao paciente pelos meios adequados.


Referências

As informações deste conteúdo foram elaboradas com base em literatura médica e documentos oficiais brasileiros. O conteúdo possui finalidade exclusivamente informativa e não substitui a avaliação individual realizada por um médico.


Fontes oficiais:


Literatura médica consultada:


Conteúdo revisado por:  Dra. Fernanda Bresciani — CRM-SC 27498. Este conteúdo foi elaborado com base em literatura médica e fontes oficiais, possui finalidade exclusivamente informativa e não substitui a consulta, o diagnóstico ou o tratamento médico.


Conformidade regulatória: Serviço prestado está em conformidade com a Lei nº 14.510/2022 (telessaúde), a Resolução CFM nº 2.314/2022 (telemedicina) e a RDC Anvisa nº 471/2021 (prescrição eletrônica). A renovação de receita é decidida individualmente pelo médico em cada atendimento, conforme avaliação clínica.

Última atualização: Setembro de 2026.

bottom of page